Especialista comenta método desenvolvido pelo alemão Pilates
Em entrevista
exclusiva a DW-WORLD.DE, a presidente da Federação Alemã de Pilates (DPV),
Verena Geweniger, comenta o treinamento profissional de professores de
Pilates na Alemanha e os perigos de uma má formação.
O método de treinamento desenvolvido pelo alemão Joseph Hubertus
Pilates, no início do século passado, conquistou o mundo das
personalidades e das academias de ginástica. Quais suas vantagens e
riscos? O que pode ser feito para garantir a boa formação de
treinadores? Quais são os perigos de uma má orientação?
DW-WORLD.DE entrevistou a presidente da Federação Alemã de Pilates,
Verena Geweniger.
O que é o método de treinamento Pilates e quem o inventou?
Verena Geweniger: O método de treinamento Pilates, desenvolvido no
início do século 20 pelo alemão Joseph Pilates (1883–1967), pode ser
definido como um conceito de treinamento que trabalha o corpo de forma
integral através de exercícios no solo e em equipamentos especiais.
Quais são os objetivos da Federação Alemã de Pilates (DPV)?
Nossa meta é estabelecer fundamentos e diretivas para uma formação
eficiente e qualificada de professores de Pilates na Alemanha, como
também divulgá-los entre o grande público.
Para tal, a federação procura: a) prestar uma contribuição para uma
melhor qualidade dos cursos e b) sensibilizar a opinião pública para
as diferenças qualitativas nas ofertas de cursos disponíveis.
Como se formam e se aperfeiçoam os professores de Pilates no
DPV?
Os institutos da federação oferecem, em princípio, o completo e
extenso repertório dos exercícios de Pilates, ou seja, o programa de
solo (colchonete) e o programa de aparelhos. A formação compreende
cursos de anatomia, a comprovação de numerosas aulas de treinamento
pessoal e um considerável volume de horas de residência. No final,
seguem-se as provas escrita, oral e prática.
Como o programa é muito extenso e como também existem diferentes
estilos no Pilates moderno (como na ioga), é possível oferecer uma
infinidade de cursos de aperfeiçoamento somente com aquilo que temos
como repertório básico. Mas também admitimos pessoas com cursos de
aperfeiçoamento em outras áreas (como Feldenkrais ou Dinâmica da
Espiral), que enriquecem nossos cursos.
Qualquer pessoa pode fazer aula de Pilates? Existem riscos para
a saúde dos participantes?
Riscos existem através de professores mal formados e de
freqüentadores de cursos ambiciosos que não querem aceitar seus
limites, que exigem muito de si, que querem tudo muito rápido. Nós
professores temos que contrabalancear o fato de, por um lado,
convencer os mais preguiçosos da necessidade de um treino equilibrado
e, por outro, frear outros que, definitivamente, exigem demais de seu
corpo.
Qualquer pessoa pode fazer aula de Pilates se estiver disposta a
acompanhar mentalmente, a concentrar-se e controlar-se (Pilates
chamava seu método de “Contrology”!), pois principalmente no
acompanhamento individual (por exemplo, na área de reabilitação), o
sistema pode ser adaptado ao cliente.
Como se reconhece um bom treinamento de Pilates?
Através dos conhecimentos profissionais e da competência dos
professores. Como é difícil para o leigo fazer um julgamento, a
federação pretende, neste ponto, funcionar como órgão de ajuda.
Quantos participantes um curso de Pilates pode ter?
“Pode” não existe. A pergunta é antes que tamanho de grupo seria
mais razoável, que objetivos eu sigo como treinador, que objetivos eu
sigo como aluno! Quanto mais inexperiente um grupo for, menor ele
deveria ser. Isto vale especialmente para o treinamento em aparelhos.
Acho que aqui um curso acima de dez participantes não é mais
justificável. Os aparelhos são um desafio bastante especial para os
alunos e requerem treinadores experientes e atentos para evitar
contusões.
Quando toma algumas aulas particulares no início, o aluno vai muito
mais rápido ao ponto. Assim, o treinador pode intervir de forma mais
corretiva, evitando erros difíceis de ser corrigidos.
Participantes experientes, com anos de prática em Pilates, podem
ser colocados em grupos maiores. Em jornadas, é um prazer vivenciar um
aula com 50 treinadores ou mais – uma aula em “Flow” – como Pilates
exigia.
“Depois de dez aulas, o aluno se sente melhor. Após 20, ele tem
melhor aparência. E depois de 30, ele tem um novo corpo.” A frase
atribuída a Joseph Hubertus Pilates é verdadeira?
Desta frase, eu não gosto. Ela leva a expectativas exageradas por
parte dos alunos, e também à frustração. A rapidez com que alguém pode
notar mudanças em seu corpo depende dos genes e também de quanta
“preparação” corporal eu trago comigo, como também com que disciplina
eu pratico os exercícios.
De forma geral, pode-se dizer que o treinamento é bastante eficaz e
que sinto sempre de forma bastante clara no meu corpo, quando tive –
por causa das aulas – muito pouco tempo para meu próprio treinamento.
Verena Geweniger é formada em Esporte pela Universidade
Técnica de Darmstadt e tem formação profissional de Pilates na
Alemanha, Inglaterra e EUA. Desde abril de 2006, ela exerce a
presidência da Federação Alemã de Pilates (DPV).
Cresce procura por academias
de ginástica
Academias mudaram sua imagem e tornaram-se centros luxuosos
Enquanto os seguros de saúde reduzem suas coberturas, as
pessoas estão cada vez mais preocupadas em evitar doenças através de
exercícios e um modo de vida saudável. Exercício e bem-estar estão
unindo milhões na Alemanha.
Depois de um boom nos anos 90, a indústria do exercício
físico parece ter perdido a energia. Mas ânsia pelo bem-estar, em alta
constante nos últimos anos, deu novo ânimo de vida ao setor.
No ano passado, o número de academias cresceu em quase
5% na Alemanha. Grandes, ousados e cintilantes, esses amplos espaços
para prática de exercício vendem uma marca, além da promessa de saúde
e bem-estar.
Nos últimos anos, observa-se na Alemanha uma invasão
das cadeias de academias. Isso exige estratégias de marketing
ambiciosas, uma vez que a competição entre os clubes esquentou. Mas
Dirk Otten, diretor de marketing da Elixia, uma das principais cadeias
de academias da Alemanha, permanece otimista quanto ao futuro.
"Estamos esperando um grande crescimento nos próximos
anos", disse Otten. "O mercado inteiro está mudando, com isso vamos
nos desprendendo de idéias antiquadas sobre aptidão física, e indo em
direção à saúde e vitalidade".
Oferecendo
algo exclusivo
As academias são agora produtos de grife, da mesma
forma que carros ou telefones celulares. Embora apenas 12% dos clubes
seja parte de um grupo, quase 30% dos que freqüentam academias
preferem uma das redes. Então, para sobreviver, os clubes isolados
precisam oferecer algo diferente.
Clubes oferecem muito mais do que levantamento de peso
Clubes independentes se dirigem a quem quer se entregar
a um luxuoso e tranqüilo palácio de bem-estar. Os membros podem nadar
em suas piscinas, suar nas saunas, enxaguar-se nos banhos turcos,
participar de aulas de relaxamento, receber massagem e... levantar
pesos. Depois, relaxar um pouco mais num terraço projetado sob os
preceitos do feng shui, ou em jardins de inverno.
Erik Thomann, diretor de marketing do clube de Berlim
Ars Vitalis, crê que hoje em dia está mais difícil levar a vida
dependendo deste tipo de negócio. A saída então é bajular quem esteja
disposto a gastar mais e a esnobar. Por isso um título de sócio em seu
clube custa mais do que o dobro da média, e até sete vezes mais do que
o das academias não pertencentes a redes.
"Quem vem aqui não é um mero levantador de peso. Ele
quer se desenvolver como pessoa – alma, corpo e mente", exulta Thomann.
"É um pequeno grupo-alvo, mas acho que em tempos de estagnação
econômica ainda há pessoas ganhando o suficiente para bancar isto".
Até a Steffi
Graf!
Encontrar e explorar novos nichos é essencial para a
sobrevivência de qualquer clube. Enquanto as redes se concentram
sobretudo nas grandes cidades, uma das mais novas do mercado está, ao
contrário, abrindo pequenos clubes nas cidades menores.
Mrs. Sporty volta a atenção para as mulheres
Seu alvo são as mulheres não familiarizadas com a
cultura dos clubes de saúde. Apesar do nome banal, Mrs. Sporty é
apoiada pela estrela do tênis alemão, Steffi Graf. Enquanto outras
academias femininas estão perdendo popularidade, no ano passado a Mrs.
Sporty abriu 23 franquias por toda Alemanha.
Devido a seu tamanho modesto, os clubes podem lucrar
com apenas algumas centenas de membros, e o Mrs. Sporty já conta com
mais de três mil associados.
Fitness para
o sistema de saúde alemão
Estima-se que a falta ao trabalho por motivo de doença
custa à economia alemã 45 bilhões de euros por ano. Com os custos
anuais em cuidados com a saúde no país estimados em até 140 bilhões de
euros, fazer as pessoas saudáveis e prevenir doenças é mais crucial do
que nunca.
Human Resources é uma companhia de Berlim que inicia
joint ventures e
cooperações entre a indústria da saúde e o sistema público de seguros.
O diretor da empresa, Pay Petzold, acaba de fechar negócio entre duas
grandes companhias de seguro e clubes seletos, em direção a um
plano-piloto de prevenção.

As
seguradoras concordaram em convidar todos os seus associados para uma
competição de perda de peso, durante cinco dias. Eles terão acesso
gratuito a um clube, a orientação de um instrutor e aconselhamento
nutricional.
Negócio de
futuro
Dois terços da população alemã está acima do peso e os
quilos extras são uma grande dor de cabeça para a conta da saúde no
país. Petzold espera que entre 30% e 50% dos participantes se filiarão
a um clube, após a competição.
Ele acredita que seu plano tem melhores chances de
sucesso do que outras tentativas semelhantes. Como mais de 70 milhões
de alemães possuem seguro de saúde, o potencial do esquema é enorme.
Se bem sucedido, o próximo passo será as companhias de seguro de fato
arcarem com parte das taxas dos clubes.
Observadores do setor prevêem uma mudança dramática em
todo sistema de saúde alemão, voltando-se para a orientação e
prevenção, através do esforço comum dos seguros públicos e da
indústria de saúde privada.
E com essa idéia na cabeça, Dirk Otten está
convencido que sua rede de academias tem um futuro claro e saudável –
pois saúde é definitivamente um grande negócio nos dias de hoje.
Fonte:
DW-WORLD.DE
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Invasão
nas academias
Distante de esportes radicais e exercícios agitados, o Fitball,
atividade pouco conhecida entre os brasileiros, ganha espaço nas
academias brasileiras


Música zen, destreza,
precisão e equilíbrio imersos em ambiente com bolas coloridas e macias
integram uma aula descontraída. Isso é o que muitas pessoas têm
encontrado em academias de todo o país.
Desenvolvido na Suíça, na década de 70, o Fitball , também
conhecido por bola suíça, é um acessório que dinamiza todo o corpo
reunindo elementos como equilíbrio, força, flexibilidade e
condicionamento aeróbico, utilizado para diversas atividades rítmicas.
Inicialmente, sua aplicação visionava apenas a reabilitação neurológica
e da coluna, atualmente, é muito utilizado em aulas de alongamento,
abdominal, relaxamento, localizada e condicionamento físico.
O material fabricado em borracha látex possui resistência para suportar
até 300 Kg. Pode ser encontrado em três tamanhos: pequeno, 55 cm; médio,
65 cm e grande, 75 cm. O modelo ideal deve ser proporcional a altura e
ao comprimento das pernas, bem como ao peso do usuário.

"O Fitball cria
instabilidade exigindo do corpo o uso das musculaturas internas, a fim
de estabilizar os movimentos e os músculos responsáveis pela manutenção
da postura e equilíbrio", diz o professor de Ginástica da Bio Ritmo
Academia, Marcelo Jaime Vieira. Indicado para qualquer pessoa, a
atividade é uma aliada para melhora de postura, força e
equilíbrio musculares, alívio de tensões e fortalecimento dos músculos.
Gestantes, crianças, idosos e vítimas de problemas lombares e cervicais
podem se beneficiar de suas vantagens, desde que haja acompanhamento e
controle médico e a série de exercícios seja ministrada por um
profissional. A atividade com a bola suíça pode funcionar também, como
um auxílio para prevenção das dores, por submeter o
fortalecimento da musculatura.

A professora de ginástica
e musculação da Fitsport Academia, Vanessa Massetti, diz que há uma
tendência em confundir o Fitball com o Pilates. "As duas coisas são
distintas. O segundo trabalha a questão do movimento concentrado e
envolve muita respiração, enquanto o primeiro é mais dinâmico. Ele busca
trabalhar força, flexilbilidade e equilíbrio, além da possibilidade de
ser aeróbico. Algumas academias atrelam ambos em uma única aula, na
FitSport, por exemplo, ministramos aulas de Fitball e Fit Pilates
separadamente, pelo princípio ser diferente. O nosso grande diferencial
está no lado lúdico".
O Fitball pode ser utilizado das
seguintes maneiras:
• Aulas de ginástica como complemento durante aulas de
localizada, aeróbica, Core Board Training, condicionamento
cardiovascular, desaquecimento e aquecimento.
• Aulas específicas: sessões de reabilitação da coluna lombar,
aulas para gestantes, crianças e idosos.
• Suporte em exercícios: suportar o peso em exercícios na
localizada, musculação, pilates.
• Personal Training: a grande versatilidade da bola se torna um
ótimo acessório para o treinador.
Os músculos mais
trabalhados são respectivamente o abdômen, glúteo, posterior de perna e
braço. Durante uma aula dinâmica aeróbica, a perda calórica varia em
média entre 300 e 400 calorias. Massetti completa dizendo que o Fitball
é uma aula muscular perfeita para quem acabou de fazer lipoaspiração,
por estimular exatamente o local recém operado, mas não é o ideal para
quem deseja eliminar peso a curto ou médio prazo. A combinação de uma
dieta balanceada e a prática constante definem o abdômen, além de
concentrar força e equilíbrio. No decorrer das aulas, a recomendação é o
uso de macacão ou calça de ginástica com top ou blusinha justa, devido à
flexibilidade exigida pelos movimentos.
Foto: Arthur Santa Cruz

Apesar do Fitball ser
febre entre as mulheres, os homens, principalmente os adeptos da
musculação, se rendem cada vez mais, aos exercícios propostos pelas
atividades envolvidas. O uso da bola suíça é bem difundido nos países da
América Latina, EUA e no Brasil. "Em São Paulo e Rio de Janeiro, há
utilização do método em treinamentos de equipes de modalidades
esportivas", completa Vieira.
Colaboraram:
• Vanessa Masetti -
Fitsport - Rua Aureliano
Coutinho, 245 - Higienópolis
Fone: (11) 3662-0690
• Marco Antônio Caffarena
• Marcelo Jaime -
Bio Ritmo - Av. Paulista, 2.073
- Terraço 2 - Conjunto Nacional - Cerqueira César
Fone: (11) 3365-0800
Matéria:
Pilates com bola: controle sua ansiedade
A aula de Pilates com Bola controla picos de ansiedade e depressão
ocasionados pelo estresse do dia a dia. Mais do que um exercício físico,
é um exercício mental, que tem como objetivo trabalhar a mente associada
ao corpo. Os benefícios do Pilates, associados aos exercícios com a
bola, tornam a aula ainda mais divertida e os resultados são rápidos e
aparentes, pois, tonifica e define músculos, melhora a flexibilidade e
harmoniza as formas do corpo.
No Pilates com a bola, trabalha-se com as camadas mais profundas da
musculatura de maneira muito eficaz. A bola permite que a coluna e os
glúteos fiquem apoiados, sem interferir na execução ideal dos
exercícios, pois é muito comum que os músculos mais fortes “roubem” o
direcionamento da força.
Os exercícios são apresentados de forma bem simples, evitando as séries
com infinitas repetições. Esse é o aspecto singular do Pilates: as
repetições maçantes não existem. Os movimentos são contínuos (em
camadas) e o nível de dificuldade é gradativo. Todos esses exercícios
requerem muita precisão e concentração. Por isso, exercitam a capacidade
de concentração e relaxamento.
A união dos exercícios do Pilates com a bola faz com que essa aula possa
ser praticada por pessoas de diferentes níveis de condicionamento, que
se recuperam de lesões ou estão em plena forma. Traz benefícios
posturais, uma notável melhora no equilíbrio e coordenação, além da
satisfação e diversão proporcionadas pela prática. (fonte: revista
pilates)
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